Inteligência Coletiva em Organizações de Pacientes

collective_intelligence_in_patient_organisations_report_coverO relatório analisa o papel decisivo das organizações de pacientes como agentes de conhecimento em um sistema de saúde cada vez mais complexo e rico em informações.

Principais conclusões

  • Organizações de pacientes são exemplos importantes do uso da inteligência coletiva aplicada a condições desafiadoras com o objetivo de resolver problemas complexos.
  • O conhecimento vem se transformando em um dos ativos mais cruciais para pacientes em busca de melhorias na atenção à saúde. Tal circunstância deriva de vários fatores, envolvendo condições de saúde vulnerável de longo prazo, mais informações, múltiplas morbidades, mais opções disponíveis sobre diagnósticos, tratamentos e cuidados.
  • Organizações de pacientes, funcionando como coletivos, encontram-se em excelente posição para apoiar o trabalho de interpretação, montagem e análise das informações envolvidas na atenção à saúde.
  • Organizações de pacientes inovadoras já apoiam o desenvolvimento de relacionamentos entre parceiros, a condução de ambiciosos programas de pesquisa, o compartilhamento de competências, a liberação da energia e a expertise de pacientes. No entanto, essas organizações necessitam do apoio de melhores instrumentos para ampliar este trabalho decisivo.

Ao contrário de muitos exemplos populares de inteligência coletiva, tal como os softwares de código aberto, pessoas que se acercam de organizações de pacientes não são estimuladas por habilidades técnicas pré-existentes, mas por necessidades pessoais urgentes. Esse aspecto transforma essas organizações em locais de pesquisa extremamente produtivos.

A ‘reflexão sobre desafios’ enfrentada por pacientes são imensas e complexas, envolvendo a crescente armazenagem de informações médicas, e habilidades práticas e burocráticas para conviver com um estado de saúde. Muitos vão além da simples adesão, passando à compreensão da questão e à participação em pesquisas.

O sistema de atenção à saúde vive sob a pressão da demanda e da busca por recursos. O Sistema Nacional de Saúde (NHS, na sigla em inglês) e outras redes de saúde têm assumido o compromisso de envolver e empoderar pacientes e a apoiá-los no desenvolvimento de competências que lhes permitam um papel mais ativo em seu próprio tratamento. Contudo, o conhecimento de instrumentos e sistemas que mobilizem somente indivíduos tende a exacerbar as carências existentes na atenção à saúde. O conhecimento sobre o trabalho em saúde é difícil e requer tempo e recursos.

Neste relatório argumentamos que as organizações de pacientes têm papel central a desempenhar, assumindo tanto a partilha dos encargos quanto os benefícios do trabalho de conhecimento entre os participantes. Essas organizações precisam de novos e melhores instrumentos para apoiar seu trabalho, desenvolvendo relações entre diferentes indivíduos e instituições do sistema de saúde, realizando ambiciosos programas de pesquisa e facilitando o apoio a seus parceiros.

Autores

Lydia Nicholas e Stefana Broadbent

 

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www.nesta.org.uk/publications/collective-intelligence-patient-organisations