Inovação nos processos de aprendizagem

Tweet O nosso futuro depende das crianças e dos jovens e o contributo que vierem a dar depende, em grande parte, do seu processo de aprendizagem. Estou, claro, consciente que a aprendizagem acontece a todo o instante (não fossem os mais pequenos verdadeiras “esponjas” capazes de absorver tudo o que […]

O nosso futuro depende das crianças e dos jovens e o contributo que vierem a dar depende, em grande parte, do seu processo de aprendizagem.

Estou, claro, consciente que a aprendizagem acontece a todo o instante (não fossem os mais pequenos verdadeiras “esponjas” capazes de absorver tudo o que vêem, sentem e ouvem). Porém, sei também que, para o mal e para o bem, a escola assume ainda um lugar preponderante nesse processo de aprendizagem.

No Brasil celebrou-se recentemente o Dia do Professor (a título de curiosidade posso dizer que em Portugal não há nenhum dia para celebrar essa nobre ocupação). Por altura desse dia, tive o prazer de participar numa sessão com a Professora Adelina Moura que partilhou para o inovaDay a experiência que tem conduzido com os seus alunos. No âmbito das suas aulas de português e francês, incentiva a utilização de dispositivos móveis para testar novas formas de transmissão de conhecimento, fontes alternativas de consulta e ferramentas complementares para realização de trabalhos. O sucesso tem sido grande e já aqui foi referido.

Remind101

Através do Remind101 os professores podem enviar SMS gratuitos aos alunos com sugestões de leitura, por exemplo

Também aqui já foi referido o projeto da Escola da Ponte, uma outra escola portuguesa.

Nas palavras do Professor José Pacheco (minuto 5’57”), que idealizou e coordenou até há poucos anos o projeto educativo da Escola da Ponte:

“Aqui não há dificuldade de aprendizagem porque isso é uma invenção. Há dificuldades de ensinagem. São os professores que têm de procurar resolvê-las. E não há deficientes. Deficientes são as mentalidades e as práticas.”

Na Escola da Ponte, os alunos definem o seu programa curricular, estando organizados por mesas, num espaço amplo, pelos temas que decidiram estudar nesse dia. Têm também assembleias gerais semanais para definição de regras, análise de preocupações, etc.. Um conceito bem inovador que, como referiu Isabel de Meiroz Dias num dos seus últimos contributos já serviu de inspiração a alguns projetos aqui no Brasil.

(Algumas reportagens sobre este projeto podem ser encontradas aqui e aqui – parte 1 e parte 2)

Para além de chamar novamente a atenção para estes dois projetos, gostava de partilhar aqui o projeto da Escola Básica de Cuba. Neste estabelecimento de ensino, dirigido pelo Professor Germano Bagão, está a decorrer um projeto-piloto de 3 anos que pretende aumentar a interatividade e rentabilizar o processo de aprendizagem.

No âmbito deste projeto, os alunos do 7º ano de escolaridade não têm manuais escolares mas acedem todo o conteúdo através de dispositivos móveis, nomeadamente tablets.

No vídeo podem encontrar uma entrevista sobre este projeto na qual se exploram os perigos e oportunidades de um projeto deste tipo.

São experiências destas que nos começam a dar pistas sobre o que pode e deve ser feito para reinventar o sistema de ensino / aprendizagem de forma a envolver mais as crianças e os jovens e de os preparar, em todos os sentidos, para um futuro sempre em mudança.

Ah, e já agora, para terminar, deixo o convite para que vejam o que nos diz o Futurium, de que já aqui falei, sobre o futuro da aprendizagem (em inglês).