O governo precisa considerar os novos desafios do século 21 e assimilar que é fundamental criar uma cultura de inovação. Essa é a síntese da palestra apresentada pelo coordenador da Assessoria de Inovação da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Regional do Estado de São Paulo, Roberto Agune, durante a semana de integração da Etec Cepam.
Com o tema Governo no Século 21: Novos Tempos, Novos Desafios, Agune traçou um paralelo entre a agenda do governo no século passado e no atual.
Utilizando recortes de jornal com notícias sobre problemas enfrentados pelo governo estadual, Agune exemplificou como os desafios passaram de simples para complexos, de um século para o outro.
Na agenda do solo, por exemplo, os problemas comuns eram a regularização e organização das habitações para os senhores do café. “Hoje, enfrentamos situações extremamente complexas, como as enchentes no Jardim Pantanal [bairro da zona leste de São Paulo]”, exemplificou.
Agune – menos burocracia e mais ação efetiva
Nesse contexto, a inovação é item necessário para solucionar as atuais demandas: “O governo precisa identificar as atuais necessidades para encontrar a ferramenta adequada e com capacidade para utilizá-la na solução dos problemas. Ficar à margem das mudanças significa perder a legitimidade e autoridade, e coloca em risco a democracia”.
Mas, afinal, o que é inovação? Com as mudanças no cenário mundial, a concepção de que inovação está ligada à tecnologia, à implementação de um produto novo, ou significativamente melhorado, ganhou outras duas características: novo método de marketing e de inovação organizacional.
“Esta última envolve novos métodos na organização da prática de negócios, do local de trabalho ou nas relações externas”, esclareceu Agune.
No caso do governo, a inovação organizacional visa a abrir as janelas do estado para o futuro, estimular a satisfação no local de trabalho, melhorar o acesso ao conhecimento externo, reduzir custos e garantir a representatividade.
Agune citou a frase do escritor e professor Peter Drucker, considerado o pai da administração moderna: “O maior desafio da gestão no século 21 será conseguir elevar a produtividade do trabalhador do conhecimento na mesma proporção em que elevou a do trabalhador manual. Os métodos para tal, no entanto, serão totalmente distintos”.
Ao finalizar, o coordenador deixou claro o principal objetivo dessa inovação: “Construir um governo com menos burocracia e mais ação efetiva, para obter maior compromisso, no qual os servidores tenham mais contato com seus chefes: os cidadãos”.
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