Institucionalizando o acaso

Encontros de meia hora, uma vez por semana. Para um café, ou apenas uma conversa, que pode ser sobre trabalho ou qualquer outro assunto. Quem quer participar se cadastra e tem um colega alocado aleatoriamente a cada semana.

Crédito: By Alberto C. Vazquez, via Wikimedia Commons

Crédito: Alberto C. Vazquez, via Wikimedia Commons

Esta é a ideia dos Randomized Coffee Trials (algo como encontros randômicos para café), criados pela Nesta - ONG britânica dedicada à inovação. Segundo a Nesta, os benefícios deste programa são:

  • Traz legitimidade para conversar com pessoas sobre temas não diretamente relacionados a trabalho. Ainda que todos os encontros tenham trazido impactos benéficos para vários projetos e programas;
  • Promove conversas totalmente aleatórias, bem como conversas produtivas sobre trabalho. Maneira efetiva de quebrar silos.
  • Cria tempo para pessoas se encontrarem. Serve tanto para conversar com quem elas deveriam estar falando de qualquer jeito, como também para conhecer pessoas com quem não trabalham diretamente. É uma boa maneira de revelar conexões dentro da organização e encorajar a colaboração.
  • Por ser parte de um programa oficial da organização as pessoas se sentem mais comprometidas a manterem o encontro, mesmo em dias ocupados.

O grupo de discussão dedicado ao tema do digital nos governos locais britânicos (LocalGovdigital) aderiu à ideia e lançou a iniciativa “Unmentoring” (algo como “desmentores”). Ou seja, é uma rede de mentores, mais informal e não-hierárquica. Quem quiser, pode aderir aqui aos encontros que acontecerão via skype.

Talvez no Brasil nós não precisemos de uma “desculpa” para conversas aleatórias, e isso aconteça de qualquer jeito. Acredito que por aqui a proposta poderia funcionar para conectar pessoas com interesses comuns (exemplo: inovação em governo) que não se encontrariam normalmente.

 

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